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A NOITE DE SÃO BARTOLOMEU

31/07/2010

Caro leitor, estamos preparando vários materiais para serem postados no blog. Um dos assuntos que será abordado é “A Noite de São Bartolomeu”, uma Chacina que deixou grandes marcas no reinado de Catarina de Médicis.

Conforme trecho extraído do livro “O espinho da insatisfação”, de Newton Boechat da pagina 33 a 47, editora FEB diz que:
“A noite de São Bartolomeu” foi um movimento fanático, imediatista, cruel que em nome de Deus, se cometeram as mais inomináveis barbaridades, desencadeando causas que se prologaram em séculos de provações para Espíritos que, na calada da noite, interferiram brutalmente no destino de milhares de protestantes huguenotes, aprisionando-os, primeiramente, numa cilada, usando como isca de atração o casamento de Henrique de Navarra (Protestante) com Margarida de Valois (Católica filha da rainha Catarina de Médicis conhecida também como Margot, a Rainha Mãe que determinava energicamente sobre seu filho frágil Carlos IX.).
A corte francesa não se conformava com a hegemonia espanhola, que se plasmava cada vez mais, evidenciando-se no Vaticano, e promovendo-se por toda Europa.
De há muito, discreta coletividade de nobres e conselheiros de Catarina e ela mesma elaboravam planos sinistros para eliminar do solo Francês o que chamavam de “A PESTE”. Avolumou-se a corrente evangélica não somente em Paris, mas na França toda, alentada pela figura austera e firme do Almirante Gaspar de Coligny , que era conselheiro e amigo de Carlos IX”

Eu acredito que esse trecho do livro deva ter despertado a curiosidade no fiel leitor sobre essa fantástica e tenebrosa história.
Eu comprometo-me futuramente a contar sobre ela de uma forma detalhada. Enquanto isso, apreciem um material extraído da Revista Espírita, setembro de 1858, material de  Allan Kardec, de fatos espirituais  acontecidos posterior a chacina da noite de 23 e 24 de agosto de 1572.

Boa Leitura e reflexão
 Luciano Dudu.

REVISTA ESPIRITA 1858
 OS GRITOS DE SÃO BARTOLOMEU

De Saint-Foy, em sua História da ordem do Espírito Santo (edição de 1778), cita a passagem seguinte tirada de uma coletânea escrita pelo marquês Cristophe Juvenal dês Ursins, tenentegeneral de Paris, pelo fim do ano de 1572, e impresso em 1601.

“Em 31 de agosto (1572), oito dias depois do massacre da São Bartolomeu, eu havia jantado no Louvre, na casa da senhora de Fiesques”. O calor foi muito grande durante todo o dia.
Fomos nos sentar sob a pequena parreira do lado do rio para respirar o fresco; de repente, ouvimos no ar um ruído horrível de vozes tumultuosas e gemidos misturados com gritos de raiva e furor; permanecemos imóveis tomados de medo, nos olhando de tempo em tempo, sem força para falar. Esse barulho durou, creio quase uma meia hora. O certo é que o rei (Charles IX) o ouviu, ficou apavorado, não dormiu mais durante o resto da noite; entretanto, dele não falou no dia seguinte, mas notava-se que ele parecia sombrio, pensativo e desvairado.

“Se algum prodígio deve não achar incrédulos, é este, atestado por Henri IV”. Esse Príncipe, disse d'Aubigné, livro l, cap. VI p. 561, nos contou várias vezes, entre seus mais familiares e particulares cortesãos (e tenho várias testemunhas vivas de que não nos contou nunca sem se sentir ainda tomado de pavor), que oito horas depois do massacre de São Bartolomeu, viu uma grande quantidade de corvos empoleirar-se e grasnar sobre o pavilhão do Louvre; e que na mesma noite, Charles IX, duas horas depois de se ter deitado, saltou de sua cama, fez levantarem-se os do seu quarto, e os mandou procurar, por ouvir no ar um grande barulho de vozes gementes, em tudo semelhante à que se ouviu na noite dos massacres; que todos.
Esses diferentes gritos eram tão surpreendentes, tão marcados e tão distintamente articulados, que Charles IX, crendo que os inimigos de Montmorency e de seus partidários os surpreenderam e os atacavam, enviou um destacamento de seus guardas, para impedir esse.
Novo massacre; esses guardas narraram que Paris estava tranquila, e que todo esse barulho que se ouvia estava no ar.”.

Nota. - O fato narrado por de Saint-Foy e Juvenal dês Ursins tem muita analogia com a história do fantasma da senhorita Clairon, relatado em nosso número do mês de janeiro, com a diferença de que neste, um único Espírito se manifestou durante dois anos e meio, ao passo que depois da São Bartolomeu parecia haver deles uma quantidade inumerável que fez ressoar o ar durante alguns instantes somente. De resto, esses dois fenômenos têm, evidentemente, o mesmo princípio que os outros fatos contemporâneos da mesma natureza que reportamos, e deles não difere senão pelo detalhe da forma. Vários Espíritos interrogados sobre a causa dessa manifestação, responderam que era punição de Deus, coisa fácil de se conceber.

Fonte: Revista Espírita de 1858, Allan Kardec.


4 comentários:

Anônimo disse...

Olho para o canto direito do meu not e vejo...00:13 do dia 19/2.
Aqui e agora uma paz imensa embalado pelo fundo musical, de qualidade, do seu Blog.
Obrigado hein! Ótimo espaço

Anônimo disse...

Parabéns pelo Site, o fundo musical é de muito bom gosto e apropriado à leitura.
Deus o abençoe.

Anônimo disse...

Eu sou Rafael Souza Rosa, fui espírita por muitos anos desde pequeno e que cresci nesta religião, tenho 26 anos e possuo uma marca de nascença na altura do glúteo direito, já nas costas (sou ruim de anatomia, rsrsrs). O interessante é que em alguns sonhos meio que turbulentos e incrivelmente que no mesmo lugar que se situa a mancha, mas só que do lado oposto, sinto uma forte dor de aflição, horrível, como uma dor muscular. O que eu lembro é uma grande agulha de injeção que me perfura, e tento ao máximo escapar disso mas perco a força. Quando eu acordo, fica dolorido, não intenso, mas incomoda, e que vai passando com o tempo. E raramente, dói justamente na marca, mas com dor bem menor.
A marca de nascença que tenho é muito parecido com um ferimento de uma espada, faca ou punhal.
Outro fato interessante, mas que já faz muito tempo que não sonho mais, eu sonhei com um local que eu sentia saudade. Outro sonho eu estava num local e fui para dentro da mata, e avistei meio que uma escada recoberta de limo e mato e que já conhecia aquilo e me deu forte saudade, e outro sonho em que eu entrei numa casa e vi pessoas, que me abraçaram e eu tinha muita saudade, mas não aparecia os rostos.
A do local que comentei era de uma sensação bem antiga e a da escada também. As das pessoas que encontrei dá-me a impressão do século 19. Os tempos do império romano, depois de Jesus, a época medieval e o do Brasil na inconfidência, sempre me atrai e mexe comigo, não sei porque! Uma outra coisa que me aconteceu e foi impressionante é eu ter visto uma moça morena e bonita no colégio que estudava, e me deu a forte impressão que eu a conhecia a muitos anos e até queria namorá-la e, logo, me recordei do sonho que adentrei a mata e avistei a tal escada, como que de uma casa velha. Foi automático!!! Depois eu vi-la com uma moça amiga dela que era filha de uma mulher do centro espírita que eu frequentava, e que ela detestava a minha mãe, mas conversava com a minha mãe normalmente, era estranho! Não é só eu que tenho marca de nascença, minha mãe e minha irmã também, com marcas semelhantes, exceto meu irmão gêmeo.
Quanto ao meu pai, minha tia Ivonete que é do candomblé, e que possui uma mediunidade muito forte, lê cartas e joga búzios e prevê o nosso futuro e acerta incrivelmente, ela falou para o meu pai que ele na vida anterior havia sido uma sacerdotisa. Outro fato, ela previu nas cartas e nos seus búzios, de forma indireta, a queda das torres gêmeas, num costume dela realizar isso a cada ano novo que entra. Minha prima Caroline sonhou com a morte dos mamonas assassinas, e ela e a sua mãe Nilceia são também espíritas. Eu sonho até que com frequência com o meu avô que faleceu em 2009, sempre me dando conselhos, mas que não consigo lembrar o que ele me diz e meu irmão sonhou que o Brasil na copa de 2002 seria pentacampeão, claramente. Eu já ouvi passos na minha casa. Uma vez toquei na maçaneta da porta do quarto da minha mãe e ela mexeu sozinha. A porta do guarda-roupa do meu quarto, eu e minha irmã, vimos que lentamente a porta foi abrindo sozinha, num dia.
A marca que tenho não seria resultado de uma guerra ou violência numa vida que talvez tenha vivido relacionado a estes sonhos? Estes fenômenos acontecidos com minha família que citei agora, não é sintoma de mediunidade, falando de mim mesmo?

Quero que me deem uma resposta. Aguardo, Obrigado!!!

Antonio Augusto disse...

Pesquisava sobre a situação do espírito de Catarina de Médicis em nossa contemporaneidade e descobri seu espaço. Não chega a ser uma monoideia, mas a agonia dos Valois, enquanto Casa Real e Corte estabelecida, muito tem me fascinado, desde tenra idade. Talvez, e só meus registros como alma em trajetória o saibam, tenha participado do espaço em tela, pois ele me é caro e retumba como música nostálgica, pouco me importando que papel me tenha sido dado naquela encarnação. Obrigado pela íntima felicidade que me ofereceram ao ler os textos acima, além da dádiva de ter descortinado Blog tão belo. Estejam todos na PAZ do Grande Cristo!

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Reencarnar Mulher:
Opção ou necessidade evolutiva?
Já é de conhecimento dos espíritas de que os espíritos não têm sexo. Nesta edição a SER Espírita convida seus leitores a estenderem o olhar sobre os espíritos que reencarnam em corpos femininos.
Nesta edição a SER Espírita convida seus leitores a estenderem o olhar sobre os espíritos que reencarnam em corpos femininos. Já é de conhecimento dos espíritas de que os espíritos não têm sexo. Mas também já sabemos que, ao entrarem na “fila” do reencarne, cerca de 50% dos espíritos podem escolher ou ser designados a reencarnar em um corpo feminino. Mas por que, afinal, reencarnar mulher, e não homem?
Para quem ainda não pensou nisso, convidamos a fazer algumas reflexões: será que reencarnar mulher não seria a oportunidade do espírito viver um grande desafio? Sem demérito nenhum para o sexo masculino – que também tem que enfrentar determinadas dificuldades na Terra, reencarnar mulher é sim uma grande missão. Missão recheada de desafios: o desafio de sofrer a dor do parto e de ser mãe; o desafio de conviver com determinadas sensações que só as mulheres têm, como por exemplo o ciclo menstrual; o desafio de ser a irmã mais velha – ou mais nova; o desafio de dar conselhos a uma amiga; os desafios da vida em um mundo em que ainda existe machismo e preconceito, em um mundo onde elas ainda recebem salário menor do que eles; onde, em alguns países, elas sequer podem mostrar o rosto, são estupradas e, muitas vezes, ninguém é punido. Assim, cuidar da mulher torna-se urgente na sociedade atual, seja ela qual for, em qualquer lugar do mundo.
Nesta edição, também trazemos para os leitores uma entrevista com o jornalista Marcel Souto Maior, autor do livro Kardec, A Biografia. Ele conta com exclusividade para a SER Espírita porque novamente decidiu desvendar a vida de um espírita. O jornalista já pesquisou a vida de Chico Xavier, cujo resultado foi publicado no livro As Vidas de Chico Xavier
Ele ainda revela alguns detalhes sobre o filme que retratará a vida de Kardec, que deve ser filmado neste ano.
O longa será baseado em seu livro. Na seção Carreira, outro convite à reflexão: por que não mudar de trabalho ou de área? Basta ouvir o seu coração e buscar o que te faz ainda mais feliz.

Nota de esclarecimento

As imagens contidas neste blog, são retiradas do banco de imagens da rede web.
Agradeço a todos que compartilham na rede tais imagens e até mesmo textos.
Caso haja algum problema de utilização em meu blog de algum material de sua autoria, entre em contato para que eu proceda a retirada.
Luciano Dudu